Aqui os pacientes encontram todas as informações relevantes para o seu tratamento. Para dúvidas específicas fale com nossa equipe.


O que é câncer?

O corpo humano é formado por células que crescem e se multiplicam de maneira organizada, regular e mantendo suas funções. Uma vez doentes, as células podem crescer de forma desordenada, irregular e com alteração de suas funções, o que é chamado de processo neoplásico. A neoplasia pode crescer em tamanho, daí o nome tumor. Se essa neoplasia ou tumor for maligno, recebe o nome genérico de câncer, podendo ocorrer em qualquer parte do nosso corpo.

Como é feito o tratamento:

Após consulta, exames e avaliação do seu médico, será definido o melhor tratamento entre os listados abaixo:
• Cirurgia e quimioterapia
• Cirurgia e radioterapia
• Somente quimioterapia
• Somente radioterapia
• Quimioterapia e radioterapia

Lembre-se de anotar todas as suas dúvidas quando for a uma consulta com seu médico
É muito comum o paciente retornar para casa com dúvidas. Algumas delas:

• Qual a duração do tratamento?
• Posso tomar outros remédios?
• Durante o tratamento posso trabalhar normalmente?
• Posso fazer atividade física?
• Os efeitos colaterais que sinto estão dentro da normalidade?

Esclareça as suas dúvidas, por mais simples que elas possam parecer.
A transparência da informação é muito importante para o seu tratamento

 

Saiba mais sobre os tratamentos do câncer.

Tratamento Quimioterápico e Imunoterápico

A oncologia clínica do IPC está instalada em um espaço integrado com consultórios médicos. Dotados de boxes privativos, o ambiente foi especialmente projetado para a realização de quimioterapia. Na maioria das vezes, os quimioterápicos são usados de forma combinada, o que aumenta sua eficácia. O responsável pelo tratamento é o médico oncologista clínico. É ele que, considerando diversos fatores, tais como sua idade, sexo, peso, condição atual de saúde, histórico médico, determinará o tratamento indicado para cada caso. Seu tratamento será programado de acordo com o tipo da doença e sua resposta. Várias consultas médicas e exames serão solicitados ao longo do tratamento, isso é rotineiro, não significa piora das condições de saúde do paciente.

Como é aplicada a quimioterapia:

A aplicação da quimioterapia pode ser feita durante uma internação hospitalar, em ambulatório e em casa. A escolha caberá a seu médico, dependendo dos medicamentos a serem usados. A administração dos quimioterápicos pode ser: • Via oral, em forma de comprimidos ou cápsulas • Por meio de injeções no músculo, subcutâneas (sob a pele) ou intravenosas (na veia) • Por meio de cateteres Pacientes que recebem quimioterápicos pelas veias dos braços ou das mãos devem tomar certos cuidados como: • A qualquer sinal de dor ou queimação durante a aplicação, chamar imediatamente um membro da equipe de enfermagem; • Se notar alguma alteração na região puncionada, como vermelhidão, mostrar ao médico ou alguém da equipe de enfermagem; • Evite ao máximo machucar mãos e braços; • Caso suas mãos inchem, retire anéis e aliança, não use pulseiras ou relógios apertados; • Se notar algum inchaço, informe aos membros da equipe; • Caso venha a sentir enjoo ou dor de cabeça forte durante ou depois da aplicação, avise ao médico.

Efeitos colaterais

Os quimioterápicos não atingem somente as células doentes, mas também as células sadias e, devido a isso, podem surgir efeitos colaterais que variam de acordo com o tipo de medicação. Durante este tipo de tratamento, efeitos colaterais podem ocorrer variando em frequência e intensidade. Os mais comuns são; anemia, fadiga, suscetibilidade a infecções, lesões orais (mucosite), náuseas e vômitos, diarreia e alopecia (queda de cabelo). Alguns desses efeitos são bastante transitórios, ocorrendo apenas por alguns dias ou horas após a aplicação do tratamento, outros podem durar um pouco mais ou, às vezes, durante todo o tratamento. Todos eles cessam após o término da terapia. O médico e a equipe de enfermagem devem ser avisados, em todos os casos de efeitos colaterais ou suposta anormalidade. A força da quimioterapia não tem relação com a intensidade do desconforto. Pode acontecer de não haver sintomas colaterais, ou que eles sejam pequenos. Isso não significa que a quimioterapia não está sendo eficiente. Por isso, lembre-se: informe os sintomas a seu médico.

Queda de cabelo

A queda de cabelo (alopécia) é uma das grandes preocupações da maioria das pacientes. Este processo decorre da ação das drogas sobre sua raiz, apresentando-se em maior ou menor grau, conforme as drogas em uso. Após o término do tratamento, o cabelo volta a cresce em um ritmo próximo ao normal.

Náuseas e vômitos

As drogas usadas na quimioterapia vêm sendo cada vez mais eficazes e menos tóxicas, além disso, novas substâncias desenvolvidas contra náuseas e vômitos têm poupado muitos pacientes destes desconfortos. Prevenir e controlá-los é muito importante, já que podem trazer consequências indesejáveis, desnutrição, desidratação, além de desânimo, fraqueza e desmotivação para continuar ao tratamento.

O que é radioterapia?

É a aplicação de radiação ionizante sobre o tumor, semelhante àquela que recebemos quando fazemos uma radiografia. Essa radiação destrói as células do câncer ou as impede de se multiplicarem. Durante a aplicação o paciente não sente dor ou qualquer outro desconforto agudo. A aplicação geralmente é rápida.

Cuidados com a pele radiada

• Na área irradiada, não use loções, cremes ou produtos caseiros, que contenham álcool; não esfregue o local demarcado com a tinta e enxugue de maneira delicada com uma toalha macia; • Lave a pele da área de tratamento com água morna e sabonete neutro e sem perfume; •  Seque cuidadosamente “dobras” da pele, sem esfregar; •  Não use esparadrapo ou adesivos sobre a pele; •  Evite extremos de calor ou frio sobre a pele irradiada; •  Evite roupas justas e contato de tecidos sintéticos sobre a área tratada; •  Não esfregue, arranhe ou escove a pele irradiada; •  Use somente barbeador elétrico até que todas as reações tenham desaparecido; •  Não use lâmina, navalha ou cera depilatória; •  Proteja a área da exposição solar, use fator de proteção solar máximo ou evite exposição ao sol. Persista com esta precaução até um ano após o tratamento; •  Promova a hidratação com ingestão de líquidos em grande quantidade e procure a nutricionista para recomendações mais detalhadas; •  Inspecione a pele cuidadosamente em busca de lesões e/ou de infecções.

Caso apresente queimaduras no local irradiado, fale com seu médico e só use produtos indicados por ele


Efeitos colaterais

Os efeitos colaterais são temporários e variam de acordo com o local irradiado e a duração da exposição: •  Perda de apetite, náuseas e vômitos; •  Saliva espessa, boca seca; •  Queda de cabelo e dor na região irradiada; • Queimadura e descamação da pele; •  Dor de cabeça e sonolência; •  Irritação, fraqueza, fadiga; •  Aumento da frequência urinária; •  Diarreia.

Esses sintomas são comuns, mas não são obrigatórios. De qualquer forma, avise seu médico. Se apresentar febre, comunique seu médico imediatamente.

Combate à Mucosite Oral O IPC está sempre atento à qualidade de vida de seus pacientes e às diversas reações que os tratamentos podem causar. Existe um especial cuidado com paciente oncológico em tratamento quimioterápico e radioterápico. Frequentemente ocorrem inflamações na mucosa da cavidade oral, provocando intensas dores, consequentemente dificultando a mastigação, deglutição e o processo de absorção dos alimentos, acarretando transtornos no estado nutricional do paciente. Pode haver ainda, a necessidade de sondas para alimentação, e nos casos mais graves, interrupção do tratamento oncológico com prejuízo do resultado terapêutico.

O que é Mucosite Oral

É o efeito indesejável de maior frequência com inflamação da mucosa oral, causando dor, comprometendo a comunicação verbal, a alimentação e como consequência prejudicando a autoestima. Além da mucosite, como um efeito agudo, temos a xerostomia (boca seca), alterações de paladar, cáries de radiação e necrose óssea nos casos de radioterapia de tumores de cabeça e pescoço, especificamente, que necessitam de atenção especial pelo período de até um ano. Os pacientes são orientados a passar por uma avaliação bucal analisando: presença de cáries,, doenças periodontais (gengivas), problemas endodônticos (canal), e focos de infecção para que sejam tratados antes do início da quimioterapia e da radioterapia. São informados quanto à importância de se evitar hábitos, como: tabagismo e álcool, consumo de alimentos ácidos, cítricos, condimentados e muito quentes; consumir preferencialmente alimentos pastosos, batidos no liquidificador, evitar bochechos com produtos que contenham álcool e adstringentes, que podem causar dor, ardência e desconforto oral: evitar uso de próteses; fazer uso de escovas macias, flúor, seguindo orientação do departamento de odontologia do IPC. O cirurgião dentista tem papel fundamental na prevenção da mucosite oral. Por isso, o IPC disponibiliza a laserterapia.

O que é laserterapia

Laserterapia é um processo que age inibindo imediatamente a dor, acelerando o processo de cicatrização das lesões da boca (mucosite). Vem se revelando nos dias atuais como um tratamento que proporciona benefícios que auxiliam na qualidade de vida dessas pessoas (70% do controle da dor).

A saúde bucal é fundamental. Consulte-se com um dentista antes da quimioterapia e radioterapia é fundamental para seu conforto durante o tratamento.

Cuidados que evitam esses incômodos

Boca Seca (xerostomia) • Tenha sempre à mão uma garrafa com água para beber quando sentir a boca seca; • Umedeça os alimentos com caldos ou sucos, maionese, iogurte ou molhos, para torná-los mais fáceis de deglutir; • Chupe balas ou mastigue gomas de mascar (de preferência sem açúcar); • Evite lamber os lábios, pois, ao invés, de umedecê-los com isso irá ressecá-los ainda mais; • Passe manteiga de cacau nos lábios ou um gel substitutivo de saliva. Algumas gotas de limão podem ajudar a produção de saliva (caso a mucosa esteja íntegra); • Use pasta dental apropriada para alívio de boca seca.

Mucosite

• Não fume; • Coma pequenas porções de alimento durante o dia; • Alimentos frios costumam ser mais fáceis de engolir; • Evite o uso de fio dental na fase aguda da mucosite. Use escova de dente bem macia; em alguns casos, seu dentista poderá recomendar o uso de hastes flexíveis ao invés de escova para higiene bucal.

Sugestão de alimentos na fase de mucosite

• Leite ou iogurte • Gemadas • Pudins de leite • Massas com queijo • Cremes com leite • Papas com cereais e leite • Frutas frias (melancia, uva, melão) • Sopas frias • Pratos que leve leite ou queijo em sua composição, como suflês.
• Procure alimentar-se numa hora em que esteja com menos enjoo. Não force a alimentação se já estiver com náuseas; • Coma devagar, mastigando bem os alimentos; • Fracione sua dieta em 5 ou 6 refeições diárias, diminuindo a quantidade das mesmas, para facilitar a digestão; • Evite tomar líquidos durante as refeições, procure ingeri-los nos intervalos, dando preferência aos sucos naturais ou água gelada; • Caso o aroma de algum alimento o incomode, afaste-se do local; • Após as refeições, faça repouso, mantendo a cabeça e os ombros em uma posição mais elevada; • Alimentos frios ou gelados, tais como iogurtes, queijos frescos, frutas cruas ou cozidas, gelatinas e sorvetes costumam ser bem tolerados; • Procure não ficar muito tempo de estômago vazio. Tenha sempre por perto: torradas ou biscoitos de água e sal e coma alguns de vez em quando, nos intervalos entre as refeições; • Orientações nutricionais para efeitos colaterais específicos.

Diarreia

• Para repor o que foi perdido nas evacuações, beba de 8 a 10 copos de líquido por dia(de preferência entre as refeições), devagar e em temperatura ambiente; • Alimente-se com: chá, torradas, bolachas, pão branco, frutas cozidas, maçã ralada, batata, arroz e legumes cozidos (exceto vagem ou ervilha), carne magra grelhada e peixes; • Evite frituras, alimentos gordurosos ou muito condimentados, feijão e verduras cruas, café, doces, bebidas alcoólicas ou gasosas; • Não fume; • Reduza suas atividades físicas logo após as refeições; • Evite alimentos muito quentes ou muito gelados.

Prisão de Ventre

Obstipação intestinal é um dos possíveis efeitos colaterais causados por certos tipos de quimioterápicos. Para regular a função intestinal: • Consuma alimentos ricos em fibras, tais como feijão, pão de centeio, frutas e verduras; • Beba bastante líquido, no mínimo dois litros por dia; • Faça caminhadas e exercícios leves diariamente; • Não tome qualquer medicação laxativa sem consultar seu médico.

Dificuldades para engolir

• Coma alimentos pastosos, passados pelo liquidificador; • Evite alimentos muito quentes ou muito gelados; • Tome os líquidos lentamente, em pequenos goles. Use um canudo, se preferir; incline sua cabeça para trás, a fim de facilitar a deglutição; Não tome bebidas gasosas ou alcoólicas; • Evite alimentos ásperos, secos, ácidos ou com temperos picantes.

Direitos do paciente oncológico

Existem benefícios fiscais e sociais para pacientes oncológicos?

Sim. Os pacientes com câncer, assim como os portadores de outras doenças consideradas graves, possuem direitos e benefícios amparados juridicamente. Em primeiro lugar é preciso que se comprove a doença, por meio de laudos médicos e, muitas vezes, de perícias realizadas por médicos do Instituto de Previdência.

O que é preciso para a aquisição dos benefícios?

• Os atestados, laudos médicos, resultados de exames de laboratório, biópsias e outros são extremamente importantes, pois servirão para instruir todos os pedidos e conseguir fazer valer seus direitos;
• Tire cópias de todos os documentos, autentique-as no cartório (tabelionato) e guarde os originais em lugar seguro;
• Todo requerimento ou pedido deve ser feito em duas vias para se obter recibo de entrega da cópia;
• Exija sempre o protocolo de entrega, com data e assinatura e guarde bem essa via. Os prazos começam a contar desta data;
• Documentos para ações judiciais não precisam ser autenticados.

Quais são os benefícios concedidos aos pacientes oncológicos?

Este é um benefício previsto para os inscritos na Previdência Social. É concedido aos segurados que, em razão de doença incapacitante, fiquem impossibilitados de retornar ao trabalho. A incapacidade para o trabalho precisa ser comprovada por meio de exame realizado pela perícia médica da Previdência Social. Cessará a concessão do auxílio-doença se o segurado estiver apto a retornar ao trabalho, mesmo que em outra função. LOAS - Lei Orgânica de Assistência Social, Amparo Assistencial ao Idoso e ao Deficiente A Lei Orgânica Assistencial ou LOAS ampara o idoso e o deficiente. Portanto, para que o paciente com câncer tenha direito ao amparo assistencial, deverá se enquadrar nos seguintes critérios:
  • Ter 65 anos ou mais, desde que não exerça atividade remunerada;
  • Comprovar a doença grave e a incapacidade para o trabalho para seu sustento e de seus familiares e não estar vinculado a nenhum regime de previdência;
  • Ter renda familiar dividida per capita inferior a 1⁄4 (um quarto) do salário mínimo vigente. Esse cálculo considera o número de pessoas que vivem no mesmo domicílio: o cônjuge, o(a) companheiro(a), os pais, os filhos e irmãos não emancipados de qualquer condição, menores de 21 anos ou inválidos. O critério de renda caracteriza a impossibilidade do paciente e de sua família de garantir seu sustento.
Nas situações em que a doença esteja em estágio avançado ou as sequelas do tratamento sejam irreversíveis, será possível solicitar o benefício, desde que haja uma implicação do estado de saúde na incapacidade para o trabalho e para as atividades diárias. O amparo assistencial é intransferível, não gerando direito à pensão aos herdeiros ou sucessores.
A aposentadoria por invalidez é um benefício pago pelo INSS a pessoas incapacitadas e inaptas para o trabalho, por doença ou acidente ao segurado inscrito na Previdência Social, que tenha ou não completado 12 contribuições para o INSS. Para usufruir da aposentadoria por invalidez, o paciente deverá estar inscrito na Previdência Social e ser considerado inapto para qualquer tipo de trabalho, o que será apurado em laudo do perito médico do INSS. Quem recebe aposentadoria por invalidez deve passar por perícia médica a cada dois anos. Caso contrário, o benefício pode ser suspenso. Também perde a aposentadoria o segurado que recupera a capacidade para o trabalho, quando volta voluntariamente ou quando solicita e recebe a aprovação da perícia médica do INSS.
Tem direito a este benefício o segurado aposentado por invalidez que comprove a necessidade de assistência permanente por outra pessoa. Tal necessidade será apurada por perícia técnica do INSS.
Poderá realizar o saque do FGTS, na Caixa Econômica Federal, o trabalhador portador de câncer ou o trabalhador que tiver dependente com câncer, desde que esteja registrado como dependente no INSS ou no Imposto de Renda.
O trabalhador cadastrado no PIS, portador de câncer ou cujo dependente for portador desta doença, poderá efetuar o saque.
A isenção do Imposto de Renda aplica-se nos proventos de aposentadoria ou reforma aos portadores de doenças graves, mesmo quando a doença tenha sido identificada após a aposentadoria. O aposentado poderá requerer a isenção com o órgão competente que paga a aposentadoria (INSS ou prefeitura) mediante requerimento (que deve ser feito em duas vias) a ser protocolado. É necessário laudo pericial oficial emitido pelo serviço médico da União, do Estado ou do Município. Depois de apresentados os documentos necessários, após o deferimento, a isenção é automática.
Pacientes oncológicos em tratamento ou os proprietários dos veículos que os transportam poderão ser dispensados do rodízio. Os interessados devem retirar o formulário no próprio DSV ou baixá-lo pela internet para imprimir e preencher. O formulário deve ser assinado pelo deficiente/paciente ou  seu representante legal e, se for o caso, pelo condutor do veículo. Deverá ser entregue ou enviado pelo correio com os devidos documentos. Mais informações podem ser obtidas no site do DSV.
No caso de pessoas com câncer, o benefício é concedido para aquelas que fazem tratamento de quimioterapia, radioterapia ou cobaltoterapia e dá direito a um acompanhante. É válido por um ano, com possibilidade de renovação, caso haja continuidade do tratamento. Mais informações no site www.sptrans.com.br.
É preciso solicitar relatório médico onde realiza o seu tratamento. Posteriormente, ligar para o telefone 150 e verificar qual é o posto de saúde conveniado à CPTM mais próximo de sua residência. Você deverá agendar um horário com a assistente social, que marcará uma avaliação médica para fornecer novo laudo médico. O paciente oncológico tem direito a compra de carro com isenção de IPI? Para que o paciente oncológico possa usufruir do benefício das isenções na compra de veículos, é necessário que tenha deficiência nos membros superiores ou inferiores que o impossibilite de dirigir automóveis comuns. O direito às isenções não surge pelo fato de ter doença grave. É preciso que ela ocasione deficiência física, limitante.
O paciente com câncer, portador de deficiência, é isento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) no financiamento para compra do carro, desde que o laudo da perícia médica do Departamento de Trânsito do Estado especifique o tipo de veículo que ele pode dirigir.
O ICMS, que é o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, é estadual. Portanto, cada Estado tem a legislação própria para regular a cobrança. No Estado de São Paulo e no Distrito Federal, existe previsão expressa a respeito da isenção do imposto para os deficientes adquirirem seu carro.
Vale lembrar que o IPVA é o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores e é um imposto estadual, pago anualmente. Portanto, cada Estado tem a legislação própria para regular a cobrança. No Estado de São Paulo, na Lei de IPVA, existe previsão expressa a respeito da isenção do imposto para os deficientes adquirirem seu carro.
A paciente mastectomizada tem direito a cirurgia de reconstrução mamária pelo SUS? A mulher que teve uma ou ambas as mamas mutiladas ou amputadas, em decorrência de técnica do tratamento do câncer, tem direito a cirurgia de reconstrução mamária, quando recomendada pelo médico, a ser realizada pelo SUS (Lei 9797 de 6/5/1999) e pelos planos ou seguradoras de saúde (Lei 9656, de 3/6/1998, alterada pela Lei no 10.223 de 15/5/2001). Portanto, a paciente pode realizar a cirurgia plástica reparadora da mama pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ou pelos planos de saúde, por meio das unidades conveniadas, nos casos de mutilação decorrente de tratamento de câncer.
Os pacientes oncológicos podem retirar alguns medicamentos na Unidade Básica de Saúde (posto de saúde) mais próxima de sua residência. Para receber os remédios, o paciente precisa levar a receita médica emitida por um posto de saúde ou hospital da rede pública, contendo o nome do princípio ativo do medicamento.
1) Que a receita tenha sido emitida pelas unidades públicas de saúde; 2) Que o medicamento esteja na lista do Programa Dose Certa, portanto, seja um medicamento disponível; 3) Que a receita esteja no prazo de validade. Obtenha mais informações pelo telefone 156.
A Farmácia Popular consiste num programa do Governo Federal que busca facilitar o acesso da população aos medicamentos essenciais. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), órgão do Ministério da Saúde e executora do programa, adquire os medicamentos de laboratórios farmacêuticos públicos ou setor privado e os disponibiliza nas farmácias a preço de custo.   Para adquirir os medicamentos disponibilizados nas Farmácias Populares, basta o usuário apresentar a receita médica ou odontológica da rede pública ou particular. Em caso de dúvida, entre em contato com o Disque Saúde pelo telefone 0800 61 1997 (ligação gratuita).
Os medicamentos de alto custo podem ser retirados em unidades dispensadoras regionalizadas. Cada paciente deve retirar na unidade de sua cidade. Mais informações pelo site www.saude.sp.gov.br.